07 de outubro de 2026
Homologação de energia solar na CPFL Santa Cruz e na Elektro: passo a passo, prazos e documentos
Resposta rápida: na região de Jaguariúna, o sistema solar é aprovado pela distribuidora que atende o imóvel: a CPFL Santa Cruz (Jaguariúna e Pedreira) ou a Neoenergia Elektro (Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Artur Nogueira e Santo Antônio de Posse). Em Holambra, o município inteiro é atendido pela Cemirim, uma cooperativa de eletrificação rural, que também atende parte da zona rural das outras cidades (menos Pedreira). A homologação segue as regras da ANEEL e é feita pela empresa instaladora: na CPFL, pelo site de Projetos Particulares; na Elektro, pelo Portal de Geração Distribuída. A distribuidora tem até 15 dias para responder a um pedido de microgeração sem obra na rede, e até 5 dias úteis para vistoriar e trocar o medidor depois da instalação. Você só assina os documentos.
Resumo rápido
- Jaguariúna e Pedreira: CPFL Santa Cruz. Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Artur Nogueira e Santo Antônio de Posse: Neoenergia Elektro. Holambra: Cemirim, no município inteiro. Parte da zona rural das demais (menos em Pedreira): Cemirim.
- O pedido é feito por um profissional habilitado, com projeto, ART e documentos do titular da conta. O orçamento de conexão é gratuito.
- Prazos da ANEEL para microgeração: até 15 dias para a resposta (30 se houver obra) e até 5 dias úteis para vistoria e medidor em baixa tensão.
Qual é a distribuidora da sua cidade?
| Cidade | Distribuidora |
|---|---|
| Jaguariúna | CPFL Santa Cruz; parte da zona rural: Cemirim |
| Pedreira | CPFL Santa Cruz |
| Mogi Mirim | Neoenergia Elektro; parte da zona rural: Cemirim |
| Mogi Guaçu | Neoenergia Elektro; parte da zona rural: Cemirim |
| Artur Nogueira | Neoenergia Elektro; parte da zona rural: Cemirim |
| Santo Antônio de Posse | Neoenergia Elektro; parte da zona rural: Cemirim |
| Holambra | Cemirim (município inteiro) |
A divisão bate com as listas de municípios concedidos publicadas pela ARSESP (agência reguladora de serviços públicos do Estado de São Paulo): Jaguariúna e Pedreira aparecem na área da Companhia Jaguari de Energia (antiga CPFL Jaguari), e Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Artur Nogueira e Santo Antônio de Posse na área da Elektro. Holambra aparece só na lista da Cemirim, e não nas da Elektro, da CPFL Paulista ou da antiga CPFL Jaguari. A Cemirim também lista Jaguariúna, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Artur Nogueira e Santo Antônio de Posse entre os 13 municípios onde atua.
Por que mais de uma? A CPFL Santa Cruz é o nome comercial da Companhia Jaguari de Energia, a antiga CPFL Jaguari, que atendia Jaguariúna e Pedreira. Em novembro de 2017, a ANEEL aprovou a junção de cinco distribuidoras do grupo CPFL em uma só (Resolução Autorizativa nº 6.723/2017). A empresa tem sede em Jaguariúna. Já a Elektro pertence ao grupo Neoenergia e, segundo a ANEEL, atende cerca de 3 milhões de unidades em 228 municípios de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Na dúvida, olhe a sua conta de luz: o nome da distribuidora aparece ali.
E a Cemirim?
A Cemirim (Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento da Região de Mogi Mirim) tem sede em Mogi Mirim e foi fundada em 1963 para levar energia elétrica à zona rural. Hoje atende mais de 17 mil consumidores em 13 municípios, e quase metade da energia que distribui vai para uso rural (Cemirim, “Quem somos”).
Na região, Holambra é o único município atendido inteiramente pela Cemirim: zona urbana e rural recebem a conta da cooperativa. A própria Cemirim, ao anunciar uma interrupção programada, citou “todos os bairros do município de Holambra” (Cemirim, “Interrupção geral 2026”). Nas outras cidades, ela atende parte da zona rural de Jaguariúna, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Artur Nogueira e Santo Antônio de Posse. Em Pedreira, não atua. É comum que sítios e chácaras dessas cidades recebam a conta da Cemirim, e não da CPFL Santa Cruz ou da Elektro, mesmo estando no mesmo município.
O que muda para quem quer energia solar:
- Conexão: o pedido é feito com a própria cooperativa, seguindo as mesmas regras da ANEEL (Lei 14.300/2022 e Resolução Normativa nº 1.000/2021). A Cemirim mantém uma página de Geração Distribuída com checklist, norma técnica própria e o cadastro para apresentação de projetos, que precisam ser aprovados pela cooperativa antes da execução.
- Créditos: um imóvel atendido pela Cemirim só troca créditos com outro imóvel do mesmo titular também atendido pela Cemirim. Um sítio na Cemirim não abate a conta de uma casa na Elektro, mesmo na mesma cidade. Já uma casa em Holambra pode receber créditos de um sítio do mesmo titular atendido pela Cemirim na zona rural de Mogi Mirim ou de Jaguariúna.
- Tarifa: a cooperativa tem tarifa e reajuste próprios, diferentes dos da CPFL Santa Cruz e da Elektro.
Para quem tem propriedade rural, veja também energia solar rural e energia solar para chácara.
Por que a distribuidora importa para quem quer energia solar?
- Tarifa: cada distribuidora tem a sua tarifa e o seu reajuste anual, definidos pela ANEEL. Quanto maior a tarifa, maior a economia gerada pelo sistema solar e mais rápido o retorno. Em 2026, a CPFL Santa Cruz teve revisão média de 15,12% e a Elektro, reajuste médio de 9,58% (detalhes aqui).
- Processo de conexão: o pedido, a análise e a vistoria são feitos com a distribuidora que atende o seu imóvel, em canais diferentes.
- Créditos de energia: o excedente pode abater a conta de outro imóvel do mesmo titular, desde que ele esteja na mesma área de concessão. A própria cartilha de geração distribuída da CPFL lista “beneficiárias que não estejam na mesma área de concessão” como motivo de reprovação. Exemplo: uma chácara em Santo Antônio de Posse (Elektro) pode abater a conta de uma casa em Mogi Mirim (Elektro), mas não de uma casa em Jaguariúna (CPFL Santa Cruz). Vale o mesmo para a Cemirim: um sítio atendido pela cooperativa não manda créditos para um imóvel da Elektro ou da CPFL Santa Cruz. Entenda como funcionam os créditos.
Como funciona a homologação, passo a passo
O processo é parecido nas distribuidoras da região, porque segue a Resolução Normativa nº 1.000/2021 da ANEEL, que reúne as regras de conexão à rede, incluindo micro e minigeração. Microgeração é o sistema de até 75 kW, faixa em que estão praticamente todas as casas, comércios e chácaras.
- Análise da conta e visita técnica: a empresa instaladora confere o consumo, o telhado e o padrão de entrada (a caixa do medidor com o disjuntor principal).
- Projeto elétrico: dimensionamento do sistema, diagrama unifilar (o desenho do circuito elétrico) e a ART, documento que registra o engenheiro ou técnico responsável no conselho profissional (CREA ou CFT).
- Solicitação de acesso: o profissional envia o pedido à distribuidora com o projeto e os documentos do titular da conta.
- Conferência dos documentos: a distribuidora tem até 5 dias úteis para confirmar que recebeu tudo ou apontar o que falta (REN 1.000/2021, art. 71).
- Orçamento de conexão: é a resposta formal da distribuidora, com as condições para ligar o sistema. Para microgeração, o prazo é de até 15 dias sem obra na rede e até 30 dias com obra (art. 64).
- Instalação: com o pedido aprovado, o sistema é instalado no imóvel.
- Vistoria e medidor bidirecional: a distribuidora vistoria a instalação e troca o medidor comum por um medidor bidirecional, que registra a energia que você consome e a que você envia para a rede. Prazo: até 5 dias úteis para ligações em baixa tensão, como casas e pequenos comércios, e até 10 dias úteis em média tensão (art. 91).
- Sistema ligado: a partir daí, o excedente vira crédito na conta.
Se a vistoria reprovar algo, a contagem recomeça quando a nova vistoria for pedida. Por isso, documentação completa e instalação conforme o projeto encurtam o processo mais do que qualquer outra coisa. Peça na proposta o cronograma do seu caso, etapa por etapa.
Como é na CPFL Santa Cruz (Jaguariúna e Pedreira)?
- Onde se pede: pelo site de Projetos Particulares da CPFL. Segundo a cartilha da distribuidora, toda conexão de micro ou minigeração “deverá ser solicitada por profissional habilitado” nesse canal.
- Norma técnica: GED 15303, que detalha os requisitos de conexão no grupo CPFL.
- Documentos do titular (pessoa física): formulário de solicitação (Anexo E) assinado, documento pessoal e procuração, quando a instaladora assina em seu nome. Para enviar créditos a outro imóvel, entra também o Anexo G, com a divisão em percentuais que somam 100%.
- Documentos técnicos: ART ou TRT de projeto e execução, certidão de registro do profissional, diagrama unifilar e certificado do inversor (o aparelho que converte a energia das placas para uso na casa). Para inversores de até 10 kW, vale o registro ativo no Inmetro.
- Motivos comuns de reprovação, segundo a CPFL: código da unidade consumidora errado, nome ou endereço diferente da conta, potência diferente do projeto e assinatura copiada ou sem certificado digital.
Como é na Neoenergia Elektro (Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Artur Nogueira e Santo Antônio de Posse)?
- Onde se pede: pelo Portal de Geração Distribuída da Neoenergia Elektro, indicado no guia “Primeiros passos” da distribuidora.
- Quem pode aderir: cliente cativo (que compra energia da distribuidora, e não no mercado livre) com potência disponível compatível. Em baixa tensão, essa potência é definida pelo disjuntor do padrão de entrada.
- Prazos informados pela Elektro: orçamento de conexão em 15 dias para microgeração sem obras e 30 dias com obras; 45 dias para minigeração. Os mesmos prazos da REN 1.000/2021.
- Cuidados no pedido: a própria Elektro orienta conferir os dados técnicos da unidade (carga e disjuntor), informar o e-mail do titular da conta e incluir as assinaturas do titular ou do responsável técnico em todos os arquivos.
O que você precisa fazer
Quase nada. Normalmente, só:
- enviar uma conta de luz recente;
- enviar os documentos do titular da conta;
- assinar o formulário de solicitação e a procuração para que a instaladora faça o pedido em seu nome.
Todo o contato com a CPFL Santa Cruz, a Elektro ou a Cemirim fica com a empresa instaladora.
Quanto custa a homologação?
A distribuidora não cobra pela análise do pedido: o orçamento de conexão é fornecido gratuitamente (REN 1.000/2021, art. 64). Na microgeração, a distribuidora também deve pagar os reforços na rede causados pela energia que o sistema injeta, sem participação do consumidor, exceto em geração compartilhada (art. 106). O que tem custo é o projeto, a ART e, quando necessária, a adequação do padrão de entrada do imóvel. Em uma proposta completa, isso já vem dentro do preço da instalação. Veja quanto custa energia solar.
Cuidados antes de contratar
- O titular da conta precisa ser quem contrata ou autorizar o pedido. Se o imóvel é alugado ou está no nome de outra pessoa, isso precisa ser resolvido antes. Nome diferente da conta é motivo de reprovação.
- Padrão de entrada: padrões antigos ou subdimensionados podem precisar de adequação. A visita técnica identifica isso.
- Não ligue o sistema antes da vistoria. Sem a troca do medidor, a energia enviada à rede não vira crédito.
- Desconfie de prazo milagroso: quem promete ligar o sistema em poucos dias está ignorando os prazos de análise e vistoria da distribuidora.
Leia também: o que mudou com a Lei 14.300, bandeira tarifária do mês, como ler a conta de luz com energia solar e como escolher uma empresa de energia solar na região.
Perguntas frequentes
Qual distribuidora atende Jaguariúna e Pedreira?
Jaguariúna e Pedreira são atendidas pela CPFL Santa Cruz, nome comercial da Companhia Jaguari de Energia (a antiga CPFL Jaguari) desde a junção de cinco distribuidoras do grupo CPFL aprovada pela ANEEL em 2017. Parte da zona rural de Jaguariúna é atendida pela Cemirim, uma cooperativa de eletrificação rural. Em Pedreira, a Cemirim não atua.
Qual distribuidora atende Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Artur Nogueira e Santo Antônio de Posse?
Essas cidades estão na área de concessão da Neoenergia Elektro. Parte da zona rural das quatro é atendida pela Cemirim, uma cooperativa de eletrificação rural com sede em Mogi Mirim. O nome da distribuidora aparece na sua conta de luz.
O que é a Cemirim e onde ela atende?
A Cemirim (Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento da Região de Mogi Mirim) é uma cooperativa fundada em 1963 para levar energia à zona rural. Ela atende mais de 17 mil consumidores em 13 municípios. Na região, atende o município inteiro de Holambra e parte da zona rural de Jaguariúna, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Artur Nogueira e Santo Antônio de Posse, principalmente sítios e chácaras. Quem é atendido por ela faz a conexão do sistema solar com a própria cooperativa, pelas mesmas regras da ANEEL, e só troca créditos com outros imóveis da Cemirim.
O que é homologação de energia solar?
É o processo de aprovação do sistema pela distribuidora para que ele possa ser ligado à rede e gerar créditos de energia. Inclui o projeto elétrico, a solicitação de acesso, a análise da distribuidora, a vistoria e a troca do medidor por um modelo bidirecional, que registra a energia consumida e a enviada para a rede.
Quanto tempo demora a homologação de energia solar?
Pelas regras da ANEEL (Resolução Normativa nº 1.000/2021), a distribuidora tem até 15 dias para responder ao pedido de uma microgeração que não exige obra na rede, ou 30 dias se houver obra. Depois da instalação, a vistoria e a troca do medidor devem ocorrer em até 5 dias úteis para imóveis ligados em baixa tensão, como casas e pequenos comércios. Pendências na documentação reiniciam etapas, por isso o prazo total varia de caso a caso.
A distribuidora cobra para homologar o sistema solar?
A análise do pedido e o orçamento de conexão são gratuitos (REN 1.000/2021, art. 64). Na microgeração, reforços na rede causados pela energia injetada são pagos pela distribuidora (art. 106). Projeto, ART e eventual adequação do padrão de entrada do imóvel entram no custo da instalação.
Fontes: ANEEL, Resolução Normativa nº 1.000/2021 (arts. 64, 71, 91 e 106) e Resolução Autorizativa nº 6.723/2017; CPFL, Cartilha Informativa de Mini e Micro GD (2024); Neoenergia Elektro, guia “Primeiros passos” de micro e minigeração; ARSESP, listas de municípios concedidos; Cemirim, páginas “Quem somos”, “Geração Distribuída” e “Interrupção geral 2026”. Consultados em 08/10/2026.
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